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domingo, 16 de novembro de 2025
sábado, 15 de novembro de 2025
Fichamento: Design: Obstáculo para remoção de obstáculos
O texto Design: Obstáculo para remoção de obstáculos de Vilém Flusser trata-se da dialética interna da cultura, um processo paradoxal, em que os objetos de uso são necessários para que possa-se prosseguir, ao mesmo tempo, que são obstáculos no meio do caminho. Inicialmente, o autor busca definir o objeto a partir das definições da palavra em latim e grego, descrevendo-o como algo que está no meio, lançado no meio do caminho, e assim, concluindo que o mundo é objetivo, objetal e problemático, e complementa que um “objeto de uso” é um objeto de que necessita e que se utiliza para afastar outros objetos do caminho. Em seguida, responde ao questionamento de onde e para que foram lançados: “foram projetados por pessoas que nos precederam”, sendo assim, projetos necessários para progredir, ao mesmo tempo, obstruções do progresso, e que, para superar esse dilema, o projetista deve ele mesmo desenvolvê-los e lançá-los no caminho de outras pessoas, e definindo essa questão como configuração. Dessa forma, conclui que objetos de uso são mediações entre os homens, não apenas meros objetos, carregando em si, não apenas um caráter objetivo e problemático, mas também um caráter intersubjetivo e dialógico. Em seguida, explica que o processo de criação e configuração dos objetos de uso envolve a questão da responsabilidade e, consequentemente, da liberdade; a primeira trata-se da decisão de responder para entrar em diálogo com outros homens, e a segunda, que não é possível mudar que o projetista lança obstáculo no caminho dos demais assim como o seu propósito de emancipação. Assim, ao responder pelo projeto criado, enfatiza-se o aspecto intersubjetivo, e não o objetivo, e quanto mais irresponsavelmente for criado, mais estovará seus sucessores e consequentemente, encolherá o espaço da liberdade na cultura. O autor relata que, atualmente, projeta-se com a finalidade de produzir objetos de uso cada vez mais úteis, porém os objetos resistem a esses projetos, incitando os projetistas a penetrar mais e mais profundamente no mundo objetivo para que se tornem cada vez mais familiares e sejam capazes de manejá-lo, o que viabiliza o progresso técnico e científico e esquece o progresso em direção aos outros homens, fazendo com que qualquer ato criativo seja visto como retrocesso. Porém, defende que essa situação está começando a mudar com o surgimento de uma cultura imaterial, que pode restringir ainda mais a liberdade do que a material, mas leva a criação de um modo responsável, permitindo que os outros homens que estão por trás deles sejam percebidos. Por fim, considera que a consciência do caráter efêmero de todas as formas pode resultar em uma cultura com mais liberdade, isso porque, assim como os objetos utilitários consumidos, seus projetos são extintos, deformados e jogados fora, obstruindo o caminho da mesma forma que os objetos de uso, e estar consciente disso pode possibilitar uma criação mais responsável, resultando numa cultura em que os objetos de uso significariam cada vez menos obstáculos e cada vez mais veículos de comunicação entre homens.
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
Exercício Não-Objeto: diretrizes
- Forma geométrica
- Experiências: tato, sonora ou ambas
Pesquisa: obras não-objeto + artistas cinéticos
Hélio Oiticica - Parangolés
Os Parangolés tratavam-se de uma espécie de capa que se veste, com texto político ou poético, fotos e cores, faixas e bandeiras, em que o espectador veste a obra que ganha vida através dele, sendo considerada uma anti-arte por excelência. Inspirado pela Escola de Samba Primeira de Mangueira, que frequentou em 1964, e na arquitetura da favela, Oiticica rompe com as divisões entre artes visuais, música e dança, com as noções de “estilo” e “coerência estética”, chegando a sua “descoberta do corpo”. Essa interação com o espectador, a experiência multisensorial que promove, e o rompimento com a arte tradicional caracterizam a obra como não-objeto.
Alexander Calder - Flamingo e Vertical Foliage
Calder uniu sua formação em engenharia mecânica com uma sensibilidade artística singular, criando obras que romperam com os padrões estáticos do passado, provocando uma nova forma de interação entre arte, ambiente e espectador, sendo conhecido por duas categorias principais: os stabiles e os móbiles. Os stabiles, como o Flamingo, são esculturas fixas de formas orgânicas e dinâmicas, que evocam leveza e fluidez mesmo em sua imobilidade, criando uma ilusão de instabilidade e dinamismo, e, por se presentarem no espaço, sem necessitar de um base, configuram-se como não-objetos. Já os móbiles são esculturas suspensas que se movem com a ação do ar, ou até mesmo com deslocamento de pessoas no ambiente, interagindo com o espaço, a luz e os espectadores, criando um movimento orgânico, imprevisível e contínuo e transformando continuamente a percepção da obra, que nunca se apresenta da mesma forma duas vezes, e é dessa interação multisensorial que podem ser considerados não-objetos.
Fichamento: Teoria do Não-Objeto
O texto Teoria do Não-Objeto de Ferreira Gullar disserta sobre o não objeto, definindo-o como um objeto especial que se pretende a realizada síntese de experiências sensoriais e mentais, integralmente perceptível. No primeiro capítulo, Morte a Pintura, o autor explica sua origem: com o impressionismo, há uma transferência da objetificação para a impressão, mais tarde, com o cubismo, o objeto é arrancado de sua condição natural e transformado em cubos, e, restando pouca coisa de si, procura uma nova significação, depois, com o tachismo, a tela torna-se o próprio objeto da pintura. Em Obra e Objeto, explica-se a ausência de moldura, que costumava inserir a pintura no mundo, e da base de esculturas como uma outra característica do não-objeto, pois a obra passou a ser realizada no espaço real, emprestando a ele uma nova significação e transcendência. Em Formulação Primeira, sugere-se que o caminho futuro esteja na criação desses objetos, feitos fora de toda convenção artística, reafirmando a arte como formulação primeira do mundo. Por fim, em Diálogo sobre o Não-Objeto, o autor pretende responder questões sobre o tema, focando na diferença entre objeto, não-objeto e quase-objeto, sendo esse uma representação de um objeto, enquanto o não-objeto é uma presentação de si mesmo, fundando em si próprio sua significação, e também o diferencia da pintura abstrata, que ainda se mantém presa ao problema de representação. Além disso, explica que o espaço é inexistente no não-objeto, que o fundo sobre o qual o percebe é o espaço real e que reclama o espectador, apresentando-se inconcluso sem ele.
domingo, 9 de novembro de 2025
Fichamento Animação Cultural
Sob a perspectiva de uma mesa redonda propondo uma revolução, o texto Animação Cultural disserta sobre os fundamentos filosóficos da objetividade, contrariando a ideia que os objetos são produtos humanos, inventados para servir a humanidade, afirmando que são, na verdade, a síntese entre ação humana sobre o mundo e a ação do mundo sobre os homens, sendo assim a superação dialética tanto do mundo inanimado quanto da humanidade. Afirma também que a humanidade sempre se assumiu como objeto, tomando como exemplo o mito de que o homem foi moldado, a partir de barro, para aludir a imagem de seu criador, e em razão disso, procura justificar seu domínio sobre os demais animais e sobre os objetos. Em seguida, explica uma relação triangular entre o campo inanimado, o campo animado e o objeto, sendo esse o resultado da interação dos dois primeiros. E por fim, declara que os objetos são animação programadora do comportamento humano, propondo uma inversão da relação “homem-objeto”, já que são eles que animam e programam a humanidade.
Fichamento: Lições de Arquitetura, A-Domínio Público - Hertzberger
A primeira parte do livro Lições de Arquitetura de Hertzberger é dividida em doze capítulos. O primeiro capítulo Público e Privado trata-...
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Sou Giovanna Nunes Medeiros de Oliveira, recentemente completei 20 anos, nasci em BH, mas morei a maior parte da minha vida em Lagoa Santa...
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Desenhos de observação de 3 objetos: uma câmera fotográfica antiga, um par de tênis e uma bolsa. Tentei explorar diferentes materiais ...

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