Hélio Oiticica - Parangolés
Os Parangolés tratavam-se de uma espécie de capa que se veste, com texto político ou poético, fotos e cores, faixas e bandeiras, em que o espectador veste a obra que ganha vida através dele, sendo considerada uma anti-arte por excelência. Inspirado pela Escola de Samba Primeira de Mangueira, que frequentou em 1964, e na arquitetura da favela, Oiticica rompe com as divisões entre artes visuais, música e dança, com as noções de “estilo” e “coerência estética”, chegando a sua “descoberta do corpo”. Essa interação com o espectador, a experiência multisensorial que promove, e o rompimento com a arte tradicional caracterizam a obra como não-objeto.
Alexander Calder - Flamingo e Vertical Foliage
Calder uniu sua formação em engenharia mecânica com uma sensibilidade artística singular, criando obras que romperam com os padrões estáticos do passado, provocando uma nova forma de interação entre arte, ambiente e espectador, sendo conhecido por duas categorias principais: os stabiles e os móbiles. Os stabiles, como o Flamingo, são esculturas fixas de formas orgânicas e dinâmicas, que evocam leveza e fluidez mesmo em sua imobilidade, criando uma ilusão de instabilidade e dinamismo, e, por se presentarem no espaço, sem necessitar de um base, configuram-se como não-objetos. Já os móbiles são esculturas suspensas que se movem com a ação do ar, ou até mesmo com deslocamento de pessoas no ambiente, interagindo com o espaço, a luz e os espectadores, criando um movimento orgânico, imprevisível e contínuo e transformando continuamente a percepção da obra, que nunca se apresenta da mesma forma duas vezes, e é dessa interação multisensorial que podem ser considerados não-objetos.
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