segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Fichamento: Lições de Arquitetura, A-Domínio Público - Hertzberger

 A primeira parte do livro Lições de Arquitetura de Hertzberger é dividida em doze capítulos. 


O primeiro capítulo Público e Privado trata-se da relação entre as esferas pública e privada. O autor se opõe a polarização entre público e privado e entre individualidade e coletividade, afirmando ser falsa e sintoma da desintegração das relações humanas básicas, defende que trata-se de uma inter-relação e compromisso entre pessoas e grupos, uma questão de coletividade e indivíduo, um em face ao outro. 


O segundo capítulo Demarcações Territoriais discute sobre o que delimita um espaço como mais ou menos privado ou como área pública, dependendo da forma de supervisão, de quem o utiliza, de quem toma conta dele e de suas respectivas responsabilidades. As gradações de demarcações territoriais, acompanhadas pela sensação de acesso, em geral, é uma questão de convenção, respeitada por todos. Assim, percebe-se que são inadequados os termos públicos e privados, pois não podem acomodar as sutilezas que devem ser levadas em conta ao projetar cada espaço e cada área. Observa-se, também, que indivíduos podem usar o espaço público para seus próprios interesses, mudando o caráter do espaço temporariamente ou permanentemente. O autor sugere que a articulação em termos de maior ou menor acesso pode se revelar nos detalhes: portas de vidro entre espaços igualmente públicos proporcionam ampla visibilidade de ambos os lados, enquanto portas sem paineis transparentes tendem a dar acesso a espaços mais privados. Dessa forma, deve-se, ao projetar, ter consciência do grau de relevância da demarcação territorial e das formas concomitantes das possibilidades de acesso aos espaços vizinhos, utilizando da forma, material, luz ou cor para introduzir certo ordenamento no projeto como um todo.


O terceiro capítulo Diferenciação Territorial relata que, ao marcar as gradações de acesso público a diferentes áreas, observa-se a diferenciação territorial, definindo as demarcações de áreas específicas, a quem se destinam, a divisão de responsabilidade esperada, de modo que essa forças possam ser intensificadas ou atenuadas na elaboração da planta. 


O quarto capítulo Zoneamento Territorial explica que o caráter de cada área dependerá em grande parte de quem determina o guarnecimento e o ordenamento do espaço, de quem está encarregado, de quem zela e de quem é ou se sente responsável por ele. A influência dos usuários pode ser estimulada onde pode-se esperar o envolvimento necessário, dependendo do grau de acesso, das demarcações territoriais, da organização da manutenção e da divisão de responsabilidades, sendo essencial que o projetista esteja consciente desses fatores. Já nos lugares que a estrutura organizacional impede os usuários de exercer qualquer influência pessoal, ou quando a natureza de determinado espaço é tão pública que ninguém se sente inclinado a exercer influência sobre ele, o arquiteto pode tirar vantagem da reorganização e tentar exercer alguma influência na reavaliação da divisão de responsabilidades, assegurando a alta direção que delegar responsabilidades pelo ambiente aos usuários não resulta necessariamente em caos, contribuindo para melhorar as coisas. 


O quinto capítulo De Usuário a Morador, o autor explica a importância da tradução dos conceitos de “público” e “privado” para o projeto arquitetônico, pois, de acordo com o princípio de instalações, pode-se criar condições para um maior senso de responsabilidade e envolvimento do usuário, que tornam-se assim moradores. Para isso, é preciso que cada indivíduo e grupo tenha um espaço conhecido e seguro para guardar suas coisas e se concentrar para que haja colaboração com os outros.


O sexto capítulo, O “Intervalo” explica a função da soleira, que se trata de um lugar de encontro e diálogo entre áreas de demarcações territoriais diferentes, onde cria-se um espaço hospitaleiro de boas-vindas e de despedidas, sendo importante para o contato social. 


No sétimo capítulo, Demarcações Privadas no Espaço Público, o autor expõe a importância de se criar espaços intermediários que sejam igualmente acessíveis tanto a esfera privada quanto à pública, o que faz com os moradores sintam-se mais inclinados a expandir sua esfera de influência em direção a área pública, e assim, as marcas individuais são apropriadas conjuntamente e a rua se torna um espaço comunitário. 


O oitavo capítulo, Conceito de Obra Pública, explica a importância de fazer com que a comunidade se sinta pessoalmente responsável pelos espaços públicos para que ela contribua para possa se relacionar e se identificar com o ambiente, e evitar que o sistema produza um sentimento de alienação de que os indivíduos estão subordinados como não tivesse nada a ver com eles.


O nono capítulo, A Rua, ressalta a importância de restabelecer a rua como uma sala de estar comunitária, ao invés de sinônimo de hostilidade, baseando-se na ideia de que os moradores têm interesses mútuos, mesmo que seja apenas que necessitem um do outro, e assim, evitando uma separação rígida entre habitações e estimulando a interação e coesão social.


O décimo capítulo, O Domínio Público, explica a necessidade de tratar a rua como um elemento fundamentalmente complementar, não só um espaço residual entre quadras residenciais, pois ela é um lugar de celebrações, revoluções e ações, não só estimulando a interação social, mas a refletindo. 


O décimo primeiro capítulo, O Espaço Público como Ambiente Construído, explica a importância do comércio no desenvolvimento do espaço público e no intercâmbio social, pois quando a cidade e o campo se encontram para a troca de mercadorias, há também troca de notícias. 


O décimo segundo e último capítulo, O Acesso Público ao Acesso Privado, explica como grandes edifícios que tem como objetivo serem acessíveis ao maior número de pessoas, mas não ficam permanentemente abertos, implicam uma expansão fundamental e considerável do mundo público, como as ruas internas de comércio cobertas de vidro — que dão a impressão de ainda estar no interior, mesmo ao transitar entre os edifícios —, e galerias. Dessa forma, o domínio privado é transcendido pela inclusão de galerias, tornando o espaço interior mais acessível, e o tecido das ruas, mais unido.


Deriva demorada

 Diretriz: Seguir bancos e pequenos animais para registrar e explorar a espontaneidade do parque. 






Processo de Projeto de Pavilhão no Parque

 Grupo: Giovanna, Gustavo Martins, Vitória e Pedro Davi 

Ponto de Partida: 

 


Ideias Iniciais: 







Levantamento: 





Processo de modelagem: 


 








Registro Entrega-Interação Não-Objeto







 

Processo de Desenvolvimento Não Objeto no Parque

 Ideias iniciais 



Ideia escolhida:


Protótipo: 


Entrega final: 





Corpo no Espaço















 

Desenhos local escolhido


 

Fichamento: Lições de Arquitetura, A-Domínio Público - Hertzberger

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